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"Macunaíma" e outros sete filmes de Joaquim Pedro de Andrade estão de graça no Spcine Play

A estante dedicada ao diretor entrou no catálogo do streaming público da Prefeitura de São Paulo em 9 de outubro, com cinco longas e três curtas, todos restaurados recentemente.

”Macunaíma” e outros sete filmes de Joaquim Pedro de Andrade estão de graça no Spcine Play
Foto: Divulgação

O acesso é gratuito e vale para todo o Brasil.

Quem quiser rever “Macunaíma” não precisa pagar nem procurar em sebo digital. O filme de 1969 está no Spcine Play, junto com outros sete títulos de Joaquim Pedro de Andrade, numa estante dedicada ao diretor que entrou no catálogo em 9 de outubro.

O streaming é público, mantido pela Spcine, empresa de audiovisual da Prefeitura de São Paulo, e o acesso é gratuito em todo o país. Os oito filmes passaram por processos recentes de restauração de imagem e som.

Os oito títulos

Longas-metragens:

“Garrincha, Alegria do Povo”, documentário de 1962
“O Padre e a Moça”, de 1966
“Macunaíma”, de 1969
“Os Inconfidentes”, de 1972
“Guerra Conjugal”, de 1975

Curtas-metragens:

“Couro de Gato”, de 1962
“Cinema Novo”, de 1967
“A Linguagem da Persuasão”, de 1970

A seleção não cobre a filmografia inteira, mas atravessa três décadas de trabalho e passa por documentário, adaptação literária, filme histórico e comédia.

Quem foi Joaquim Pedro de Andrade

Joaquim Pedro de Andrade (1932 a 1988) é um dos nomes centrais do Cinema Novo. Sua obra combina liberdade formal e investigação crítica da identidade brasileira, com trânsito entre documentário e ficção.

“Macunaíma”, adaptação do livro de Mário de Andrade, é seu filme mais conhecido e um dos poucos casos em que o modernismo literário brasileiro encontrou equivalente no cinema. “Os Inconfidentes” trata da Inconfidência Mineira em plena ditadura militar, e “Guerra Conjugal” adapta contos de Dalton Trevisan.

“A filmografia de Joaquim atravessa o modernismo e as contradições do país com uma liberdade formal muito particular”, diz Leandro Pardí, superintendente de Inovação e Negócios Criativos da Spcine. Segundo ele, a ideia da nova fase da plataforma não é apenas disponibilizar filmes, mas “construir contexto, criar percursos curatoriais, valorizar a memória audiovisual”.

O que mais tem no catálogo

A estante chega junto com uma renovação da identidade visual da plataforma e com um reposicionamento para o público cinéfilo.

O catálogo já reúne “Pixote”, de 1981, e “Carandiru”, de 2003, de Héctor Babenco, “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, de 1964, de José Mojica Marins, “O Bandido da Luz Vermelha”, de 1968, e “Copacabana Mon Amour”, de 1970, de Rogério Sganzerla, além de filmes de Mazzaropi e dos Trapalhões.

Entre os contemporâneos estão “O Livro dos Prazeres”, de 2022, de Marcela Lordy, “Tia Virgínia”, de 2023, de Fabio Meira, e “Café com Canela”, de 2017, de Ary Rosa e Glenda Nicácio.

Serviço

Estante Joaquim Pedro de Andrade no Spcine Play Disponível desde 9 de outubro de 2026

Cinco longas: “Garrincha, Alegria do Povo”, “O Padre e a Moça”, “Macunaíma”, “Os Inconfidentes” e “Guerra Conjugal” Três curtas: “Couro de Gato”, “Cinema Novo” e “A Linguagem da Persuasão”

Acesso gratuito em spcineplay.com.br ou pelo aplicativo Spcine Play Disponível em todo o Brasil Plataforma mantida pela Spcine, empresa pública de audiovisual da Prefeitura de São Paulo

StreamingIsabel Branquinha
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