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Elizabeth Holmes vira fenômeno nos cinemas com documentário de US$ 45 milhões

“You Can See Everything”, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim, amplia circuito e alcança o segundo lugar nas bilheterias americanas

Elizabeth Holmes em “You Can See Everything”, documentário dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim.
Elizabeth Holmes em “You Can See Everything”, documentário dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim. — Crédito: Divulgação/A24

Faltavam 34 dias para Elizabeth Holmes começar a cumprir sua pena de prisão quando ela convidou uma equipe de cinema para acompanhar sua vida. Desse acesso nasceu “You Can See Everything”, documentário que chegou a US$ 45,1 milhões nos Estados Unidos e no Canadá e se tornou um dos destaques comerciais de outubro.

As estimativas divulgadas no domingo, 25, apontam uma arrecadação de US$ 19,5 milhões no segundo fim de semana. O filme da A24 passou de 855 para 2.655 salas e terminou o período na vice-liderança, atrás da estreia de “Clayface”.

São números expressivos para uma produção documental. O avanço acontece num momento importante de sua distribuição: a expansão permite alcançar espectadores para além das primeiras salas que receberam o lançamento.

O convite de Holmes e as câmeras de Fielder

A fundadora da Theranos divide o centro da narrativa com o próprio processo de filmagem. Segundo a apresentação da A24, o convite feito às vésperas da prisão acaba se desdobrando em uma jornada de três anos, conduzida por uma equipe que chega à história com desconfiança.

Nathan Fielder divide a direção com Lance Oppenheim. Conhecido por explorar situações em que planejamento, performance e comportamento real se confundem, Fielder traz ao projeto uma carreira construída também diante das câmeras. Aqui, trabalha com um documentarista interessado em personagens e ambientes nos quais a construção da imagem ocupa um lugar importante.

A premissa exige atenção à diferença entre acompanhar uma personagem e adotar a versão que ela apresenta de si mesma. A abertura da intimidade é parte do material do filme; não constitui, por si só, garantia de transparência.

Nas bilheterias, o resultado já permite uma comparação concreta. Enquanto “Clayface” liderou o fim de semana com US$ 24 milhões em sua estreia, o documentário arrecadou US$ 19,5 milhões na segunda semana. O primeiro lugar ficou com o terror da DC, mas a distância relativamente pequena colocou Holmes no centro da disputa por público.

Os US$ 45,1 milhões correspondem exclusivamente aos Estados Unidos e ao Canadá. Não são a arrecadação mundial do longa.

CinemaPedro Amaral
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