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Presas num elevador por 17 minutos, três atrizes põem a menopausa no palco do Teatro Bradesco

Criada e protagonizada por Miá Mello, Camila Raffanti e Juliana Araripe, com direção de Paula Cohen, a comédia "Mulheres em Chamas" tem sessão única neste sábado, 10 de outubro, às 21h30, com ingressos a partir de R$ 54.

Presas num elevador por 17 minutos, três atrizes põem a menopausa no palco do Teatro Bradesco
Foto: Divulgação

Três mulheres com mais de 40 anos ficam presas em um elevador. São 17 minutos sem sinal, sem ventilação e sem filtro para que desabafos, confissões e situações inesperadas tomem conta do espaço.

É dessa premissa que parte "Mulheres em Chamas", comédia criada e protagonizada por Miá Mello, Camila Raffanti e Juliana Araripe, com direção de Paula Cohen, em sessão única no Teatro Bradesco, em Perdizes, neste sábado, 10 de outubro, às 21h30.

O tema central é a menopausa, e o espetáculo trata das transformações do corpo, dos relacionamentos, do desejo, da pressão social e dos recomeços que acompanham essa fase. A montagem chega a São Paulo depois de temporadas bem recebidas pelo público.

Hormônios em greve e um pelo branco com voz

A dramaturgia alterna situações realistas e absurdas. No confinamento, as angústias do corpo em mudança, a sobrecarga familiar e a vergonha de falar sobre o óbvio se misturam a elementos de fantasia: um pelo branco ganha voz e os hormônios fazem piquete em uma greve. A peça é inspirada em histórias reais das próprias atrizes.

"Queremos tirar o tema da invisibilidade e tratá-lo com leveza, informação e humor, sem abrir mão da honestidade emocional", explica Paula Cohen. Vídeos cênicos do estúdio Bijari, figurinos de Iara Wisnik, iluminação de Marisa Bentivegna e trilha original de André Caccia Bava compõem a identidade visual e sonora do espetáculo.

O elevador também funciona como metáfora. "O elevador simboliza essa paralisia do climatério, que nos arrebata de repente. Mas, aos poucos, nos libertamos e, quando as portas se abrem, estamos mais conscientes", diz Camila Raffanti.

"Achei que fosse jet lag"

Para Miá Mello, a própria experiência com os primeiros sintomas motivou o projeto. "Achei que fosse jet lag, mas eram os primeiros sintomas", conta. Segundo a atriz, falar do assunto no teatro é oferecer ferramentas para atravessar um período que, afirma, pode durar até dez anos e apresentar mais de 70 sintomas.

Juliana Araripe aponta o humor como via de identificação. "Tudo que é pessoal aproxima. O humor transforma tragédia em evolução. Existe o mundo real e o mundo hormonal e conseguimos brincar com os dois", afirma. Ela destaca também a amizade como tema. "Estamos fazendo check-in na senhora que queremos ser. E são as amigas que nos ajudam a atravessar essa fase sem achar que enlouquecemos de vez. Só um pouco."

Camila Raffanti diz que o climatério chegou para ela aos 39 anos e que o riso tem função específica. "Rir disso é alívio e quero que os homens riam com a gente também."

A proposta das três é alcançar não apenas mulheres que estão passando pela menopausa, mas outras gerações e homens que convivem com essas transformações.

Serviço

Mulheres em Chamas Teatro Bradesco, Rua Palestra Itália, 500, 3º piso, Bourbon Shopping São Paulo, Perdizes, São Paulo
Sessão única em 10 de outubro de 2026, sábado, às 21h30
Ingressos a partir de R$ 54, em até 12 vezes, no site Uhuu.com, com taxa de serviço, e nas bilheterias do Teatro Bradesco, do Teatro Sabesp Frei Caneca e do Vibra São Paulo, sem taxa Bilheteria do Teatro Bradesco: de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 16h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h.
Em dias de evento, aberta até 30 minutos após o início do espetáculo
Capacidade: 1.439 lugares
Criação e atuação: Miá Mello, Camila Raffanti e Juliana Araripe.
Direção: Paula Cohen
Vídeos cênicos: Bijari.
Figurinos: Iara Wisnik.
Iluminação: Marisa Bentivegna.
Trilha original: André Caccia Bava

TeatroIsabel Branquinha

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