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Ela constrói robôs porque gente não se programa: peça infantil estreia no Sesc Pinheiros

Livremente inspirada no livro de Janaina Tokitaka, "Eugênia e os Robôs" tem dramaturgia de Carla Kinzo e direção de Thaís Medeiros.

Ela constrói robôs porque gente não se programa: peça infantil estreia no Sesc Pinheiros
Foto: Aline Capobianco

A temporada começa em 11 de outubro e vai até 29 de novembro, aos domingos e feriados, às 15h e às 17h, com duas sessões no feriado de 12 de outubro. Crianças de até 12 anos não pagam.

Eugênia se sente mais confortável com a tecnologia que ela mesma constrói do que com as pessoas ao redor. Relações humanas têm conflito, frustração e acontecimentos que não podem ser programados, então ela cria, com a ajuda dos próprios robôs, um universo com solução para tudo o que não consegue resolver na vida real. Parece a fórmula perfeita, até que tentar fazer tudo do seu jeito a leva justamente ao que não dá para controlar.

"Eugênia e os Robôs" faz temporada no Auditório do Sesc Pinheiros de 11 de outubro a 29 de novembro, aos domingos e feriados, às 15h e às 17h. No dia 12 de outubro, feriado nacional e Dia das Crianças, há sessões nos dois horários. O espetáculo é livremente inspirado no livro homônimo de Janaina Tokitaka, com dramaturgia de Carla Kinzo, direção de Thaís Medeiros e elenco formado por Luana Tanaka, Manuela Afonso e Marcelo Moraes.

A pergunta que a peça faz

A montagem parte de uma questão cada vez mais presente na rotina de crianças e adultos: o que acontece quando conversar com uma tecnologia que sempre concorda parece mais fácil do que conviver com outras pessoas.

Ao tentar organizar o mundo à sua maneira, a protagonista se depara com o que nenhuma programação elimina, o inesperado, a diferença e a necessidade de lidar com o outro. A experiência coloca em questão a própria ideia de amizade e aponta que relações verdadeiras envolvem escuta, negociação, frustração e mudança.

A peça não trata a tecnologia como vilã. A aproximação é com o debate sobre como telas, algoritmos, inteligências artificiais e outros ambientes digitais vêm transformando as formas de comunicação e convivência.

O teatro como argumento

A escolha da linguagem é parte da discussão. Se boa parte das experiências contemporâneas acontece individualmente diante de telas, o teatro depende de um encontro real entre pessoas, que compartilham o mesmo espaço e participam de algo que não pode ser inteiramente reproduzido.

Corpos, vozes, silêncios, risadas e reações da plateia fazem com que cada apresentação seja diferente da anterior. Nesse sentido, a encenação funciona como contraponto à lógica de controle que move a personagem: ali o imprevisto não é problema a ser eliminado, mas parte da experiência.

A direção de movimento é de Mauricio Florez, com cenário e iluminação de Marisa Bentivegna, figurinos de Marichilene Artisevskis, adereços de Tetê Ribeiro e trilha sonora original de Max Huszar e Thomas Huszar. A idealização é de Luana Tanaka e Manuela Afonso, com produção de Paula Malfatti.

Serviço

Eugênia e os Robôs Sesc Pinheiros, Auditório, Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo
De 11 de outubro a 29 de novembro de 2026, aos domingos e feriados, às 15h e às 17h
Sessões também em 12 de outubro, segunda-feira, às 15h e às 17h Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 12 (credencial plena). Crianças de até 12 anos não pagam
Vendas em sescsp.org.br, no aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias de todas as unidades do Sesc São Paulo
Duração: 60 minutos.
Classificação: livre Auditório acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida Sessões com recursos de acessibilidade em 18 de outubro e 22 de novembro
Dramaturgia: Carla Kinzo.
Direção: Thaís Medeiros
Com Luana Tanaka, Manuela Afonso e Marcelo Moraes
Livremente inspirado no livro de Janaina Tokitaka

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