Tom Hiddleston e Hayley Atwell começam os ensaios de “Muito Barulho por Nada” na Broadway

A montagem de Jamie Lloyd que Londres viu em 2025, com confete rosa e música house, chega ao Winter Garden com o elenco inteiro: prévias em 31 de outubro, estreia em 19 de novembro e temporada só até 10 de janeiro

Tom Hiddleston, no Festival de Toronto de 2024, e Hayley Atwell, em 2023: Benedick e Beatrice na Broadway a partir de 31 de outubro
Tom Hiddleston, no Festival de Toronto de 2024, e Hayley Atwell, em 2023: Benedick e Beatrice na Broadway a partir de 31 de outubro — Fotos: Kevin Payravi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) e LA LATA / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Os ensaios de “Much Ado About Nothing” (“Muito Barulho por Nada”) começaram em Nova York, informou o Broadway World em 14 de outubro, com Tom Hiddleston como Benedick e Hayley Atwell como Beatrice. A montagem de Jamie Lloyd chega de Londres com o elenco inteiro, começa as prévias em 31 de outubro no Winter Garden Theatre, estreia oficialmente em 19 de novembro e fica até 10 de janeiro de 2027. São dez semanas. Não há prorrogação anunciada.

Para o público brasileiro, o par vem de outro universo: ele é o Loki da Marvel, ela é a agente Peggy Carter. No palco, os dois têm um currículo mais longo do que o cinema deixa ver. Hiddleston ganhou o Olivier de revelação em 2008 por “Cymbeline”, fez o protagonista de “Coriolanus” no Donmar Warehouse em 2013, com indicação ao Olivier de melhor ator, e em 2019 estreou na Broadway com “Betrayal”, de Harold Pinter, dirigido pelo mesmo Jamie Lloyd, de onde saiu com uma indicação ao Tony. Atwell soma três indicações ao Olivier em Londres, por “A View from the Bridge” (2009), “The Pride” (2013) e “Rosmersholm” (2019), e nunca tinha pisado na Broadway. É a estreia dela.

A festa que Londres viu

A montagem abriu no Theatre Royal Drury Lane em fevereiro de 2025. A crítica se dividiu entre o entusiasmo e a ressalva de estilo. Lloyd cortou a subtrama de Dogberry, cobriu o palco de confete cor-de-rosa, com cenário e figurinos de Soutra Gilmour, botou cabeças de bicho nos atores e música house dos anos 1990 na trilha. A Time Out deu cinco estrelas e chamou a peça de “o espetáculo do ano”; o Evening Standard, pela crítica de Nick Curtis, também deu cinco; The Stage e The Times deram quatro, segundo o balanço do WhatsOnStage, que registrou a queixa dos tradicionalistas: o casal jovem da peça, Hero e Claudio, fica ainda mais de lado do que de costume. Atwell levou as melhores notas, e com elas o prêmio do Círculo de Críticos de melhor interpretação shakespeariana e o Evening Standard Theatre Award de melhor atriz. A produção recebeu duas indicações ao Olivier, entre elas a de melhor revival.

Dois velhos amigos, uma estreia

Hiddleston e Atwell se conheceram numa audição de escola de teatro em 2002 e são amigos há quase 25 anos, mas nunca tinham trabalhado juntos. Em setembro, ao Broadway.com, ela descreveu o primeiro dia de ensaio como a descoberta de “quanto rosa haveria” na montagem, com música de diva dos anos 1990 e muita dança. “Estou fazendo movimentos que eu não sabia que tinha”, disse. Ele falou do texto: “Sempre acreditei que Shakespeare deve ser falado como se tivesse sido escrito agora, hoje ou ontem”, e lembrou que não há uma palavra na peça que não seja o texto de 400 anos de William Shakespeare. “É uma peça em que o amor vence acima de tudo”, resumiu.

O elenco de apoio atravessa o Atlântico inteiro: Mara Huf (Hero), Mika Onyx Johnson (Borachio), Gerald Kyd (Don Pedro), Forbes Masson (Leonato), Phillip Olagoke (Frei Francisco), James Phoon (Claudio), Tim Steed (Don John) e Mason Alexander Park (Margaret), também em estreia na Broadway. A luz é de Jon Clark, som e música de Ben e Max Ringham, coreografia de Fabian Aloise.

O negócio das dez semanas

A temporada limitada com estrela de cinema é o modelo que sustenta a Broadway neste outono. Na semana encerrada em 11 de outubro, “Other Desert Cities”, com Julia Louis-Dreyfus, Allison Janney e Ed Harris, fez US$ 2,16 milhões em prévias com a casa cheia e ingresso a até US$ 799; o solo de Billy Crystal e “A Few Good Men” também venderam tudo. “Much Ado” entra nessa fila com um teatro grande, o Winter Garden, e um calendário que atravessa o Natal e o Ano Novo. Os ingressos estão à venda desde maio.

A produção trata 10 de janeiro como ponto final. Em Londres, a crítica aprovou; em Nova York, a conta começa em 31 de outubro.

Serviço

“Much Ado About Nothing”, de William Shakespeare, direção de Jamie Lloyd
Winter Garden Theatre, 1634 Broadway, Nova York
Prévias a partir de 31 de outubro de 2026; estreia em 19 de novembro; última sessão em 10 de janeiro de 2027
Ingressos à venda na bilheteria do teatro e nos canais oficiais da Broadway

TeatroPedro Amaral
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