Precisa assistir a “O Mágico de Oz” antes de “Wicked”? Entenda a relação entre as histórias

A amizade de Elphaba e Glinda pode ser acompanhada sem conhecer o clássico de 1939; entenda a ordem dos filmes e a origem da adaptação

Ariana Grande como Glinda e Cynthia Erivo como Elphaba em “Wicked” (2024), adaptação cinematográfica do musical da Broadway.
Ariana Grande como Glinda e Cynthia Erivo como Elphaba em “Wicked” (2024), adaptação cinematográfica do musical da Broadway. — Crédito: Universal Pictures / Divulgação.

Não é necessário assistir a “O Mágico de Oz” antes de “Wicked”. A história de Elphaba e Glinda apresenta suas personagens e seus conflitos sem exigir que o espectador conheça o filme de 1939. Para quem já viu o clássico, porém, nomes, objetos e encontros ganham outro sentido.

O que pode confundir é a maneira como essas obras se relacionam. “Wicked” não foi criado como uma continuação oficial do filme com Judy Garland. Sua origem é o romance de Gregory Maguire, publicado em 1995, que revisita o universo de L. Frank Baum pelo ponto de vista da mulher conhecida como a Bruxa Má do Oeste.

O musical de Stephen Schwartz e Winnie Holzman, que estreou na Broadway em 2003, adaptou aquele romance. Os filmes dirigidos por Jon M. Chu, por sua vez, partiram da versão musical. O romance, o espetáculo e a adaptação cinematográfica diferem em acontecimentos, tom e desenvolvimento das personagens.

Qual é a ordem para assistir?

Quem pretende conhecer os filmes de “Wicked” deve começar por “Wicked”, de 2024, e seguir com “Wicked: For Good”, de 2025. A segunda parte continua a história apresentada na primeira.

“O Mágico de Oz”, de 1939, pode vir antes, como apresentação do universo, ou depois, como oportunidade de reconhecer as conexões. Não funciona como uma etapa obrigatória entre os dois filmes de “Wicked”.

O que muda quando você conhece o clássico

Em “O Mágico de Oz”, Dorothy chega a uma terra desconhecida e procura um caminho de volta para casa. “Wicked” desloca a atenção para Elphaba e Glinda, investigando a construção da reputação das duas bruxas e a amizade que as aproxima.

A pergunta muda: como alguém passa a ser conhecido como mau? Ao acompanhar Elphaba, o espectador observa a distância entre suas ações e a versão que circula sobre ela.

Reconhecer o Espantalho, o Homem de Lata e a Cidade das Esmeraldas acrescenta uma camada à experiência. Para uma primeira visita a Oz, porém, a amizade das duas bruxas já oferece o ponto de partida.

CinemaPedro Amaral
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