"Macacos" e a adaptação de Djamila Ribeiro por R$ 30: festival de teatro negro volta a São Paulo, onde nasceu
O Festival Melanina Acentuada Ano VIII ocupa o CCBB São Paulo de 12 a 15 de novembro, com três espetáculos a R$ 30 e R$ 15 e atividades formativas gratuitas.
Os ingressos dos espetáculos começam a ser vendidos nesta sexta, 6 de novembro, ao meio-dia.
Três espetáculos aclamados por R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia, em quatro dias, no centro de São Paulo. É o que oferece a oitava edição do Festival Melanina Acentuada, que ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil de 12 a 15 de novembro.
A grade reúne “Macacos”, monólogo de Clayton Nascimento, “Black Machine”, com dramaturgia de Dione Carlos, e a estreia no festival de “Pequeno Manual Antirracista, A Peça”, adaptação do best-seller de Djamila Ribeiro, com texto de Aldri Anunciação e atuação de Luana Xavier.
Os ingressos dos espetáculos entram em venda nesta sexta, 6 de novembro, ao meio-dia, na bilheteria do CCBB e pelo site bb.com.br/cultura. As atividades formativas são gratuitas, com retirada na bilheteria uma hora antes de cada uma. O festival reserva 10% da lotação para acessibilidade.
A programação, dia a dia
Quinta, 12 de novembro, às 19h. “Pequeno Manual Antirracista, A Peça”, 60 minutos, no Teatro do CCBB. Texto de Aldri Anunciação a partir do livro da filósofa Djamila Ribeiro, com Luana Xavier. É a abertura do festival.
Sexta, 13, às 16h. Ateliê de Ideias 01, “Rastros do TEN na Contemporaneidade”, com Fernando Lufer, Eugênio Lima e Guilherme Diniz.
Sexta, 13, às 19h. Entrevista musicada, modalidade que estreia nesta edição, sobre o Manifesto Afro-indígena de Abdias Nascimento, com o grupo Cabokaji e mediação de Aldri Anunciação.
Sábado, 14, às 16h. Ateliê de Ideias 02, “TEN x TENSP”, com Guilherme Diniz e William Santana dos Santos, sobre as conexões entre o Teatro Experimental do Negro e o Teatro Experimental do Negro em São Paulo.
Sábado, 14, às 18h30. “Black Machine”, 55 minutos, com texto de Dione Carlos. Às 19h30, os atores participam de um compartilhamento de poéticas sobre o processo de criação.
Domingo, 15, às 17h. “Macacos”, de Clayton Nascimento, que assina texto e atuação. É o encerramento.
O festival nasceu em São Paulo
O Melanina Acentuada é identificado como festival baiano, mas começou na capital paulista. A primeira edição ocupou o Teatro de Arena Eugênio Kusnet entre dezembro de 2012 e abril de 2013. Depois migrou para Salvador, onde ficou a maior parte do tempo, e também passou pelo Rio.
“É interessante pensar que, apesar de ser um festival tradicionalmente baiano, o Melanina nasce em São Paulo”, diz Aldri Anunciação, idealizador do projeto. “Uma das lembranças que eu tenho é de uma fila enorme, e alguém comentando: 'que interessante ver esse festival acontecendo, trazendo esse movimento'. Acho que tinha justamente essa necessidade de preencher uma lacuna, de responder à ausência de festivais de teatro negro.”
Anunciação é dramaturgo, ator e produtor, autor de “Namíbia, Não!”, texto que originou o longa “Medida Provisória”, de 2022, dirigido por Lázaro Ramos. Ao todo, segundo a produção, o festival já apresentou mais de 40 espetáculos em 14 anos.
A homenagem ao TEN e a Abdias Nascimento
Esta edição se organiza em torno do legado do Teatro Experimental do Negro, fundado em 1944 no Rio de Janeiro por Abdias Nascimento, poeta, escritor, dramaturgo e político que morreu em 2011.
O TEN enfrentou o racismo estrutural nas artes e reivindicou protagonismo para artistas negros nos palcos, na literatura, na educação e na política cultural. É esse fio que os dois ateliês de ideias e a entrevista musicada perseguem, incluindo a relação entre o TEN carioca e sua versão paulista, o TENSP.
“Esta edição busca compreender como as ideias inauguradas pelo TEN continuam reverberando nas dramaturgias, nas pesquisas, nos corpos em cena e na organização da produção cultural afrodiaspórica”, afirma Anunciação.
A programação se dedica ainda às heranças afro-indígenas, com Mayale Pitanga, Sergio Akueran, ISSA e o Caboclo de Cobre no cântico indígena-pindorâmico e afro-brasileiro.
Serviço
Festival Melanina Acentuada, Ano VIII, edição São Paulo Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico
De quinta, 12, a domingo, 15 de novembro de 2026 Espetáculos: R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia Atividades formativas: gratuitas, com retirada na bilheteria uma hora antes Vendas a partir desta sexta, 6 de novembro, ao meio-dia, na bilheteria e em bb.com.br/cultura Classificação indicativa: 14 anos 10% da lotação reservada para acessibilidade Informações: (11) 4297-0600
Como chegar. O CCBB fica a cinco minutos da estação São Bento do metrô. Há estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228, a R$ 14 por seis horas, com validação na bilheteria, e van gratuita de ida e volta entre o estacionamento e o centro cultural, das 12h às 21h, com parada no metrô República na volta.
Realização: Melanina Acentuada Produções. Patrocínio da Novelis, apoio do CCBB SP e recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura
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