12 filmes musicais para quem quer começar, de “Grease” a “La La Land”
Comédias, romances, animação e dramas mostram caminhos diferentes para entrar num gênero que vai além das grandes coreografias
Não gostar de um musical não significa rejeitar todos. Há filmes em que as personagens cantam durante uma discussão, outros que concentram as músicas em apresentações e histórias inteiramente conduzidas pelo canto. Encontrar uma porta de entrada pode depender mais do seu gosto por cinema do que de conhecer Broadway.
Do humor de “Cantando na Chuva” ao drama de “Cabaret”, os doze filmes abaixo oferecem experiências distintas. A seleção é editorial, sem ordem de preferência.
1. “Grease” (1978)
Danny e Sandy se reencontram depois de um romance de verão, agora sob a pressão dos grupos da escola. O filme transforma namoro e reputação adolescente em números pop. A energia das canções convive com uma visão de namoro e comportamento adolescente marcada pela época em que o filme foi criado.
2. “Cantando na Chuva” (1952)
A chegada do cinema falado ameaça carreiras e expõe os bastidores da fabricação de estrelas. Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O’Connor fazem da crise uma comédia sobre imagem, voz e trabalho. A dança participa da narrativa, e o filme pode agradar também a quem se interessa pela história de Hollywood.
3. “A Noviça Rebelde” (1965)
Maria chega à casa da família von Trapp como governanta e transforma a convivência com as crianças. A música aproxima os personagens antes de a situação política atravessar sua rotina. Apesar da imagem de aventura familiar, a história também envolve autoritarismo e perseguição.
4. “Mary Poppins” (1964)
Uma babá pouco convencional entra na vida de duas crianças e de seus pais. A combinação de atores, animação e fantasia permite que atividades cotidianas ganhem outra dimensão. Canções e truques visuais fazem tarefas domésticas e passeios se converterem em aventuras.
5. “Cabaret” (1972)
Sally Bowles canta num clube de Berlim enquanto o nazismo avança fora dele. Os números do cabaré comentam uma realidade que os personagens nem sempre querem enfrentar. Dirigido por Bob Fosse, é uma escolha para quem prefere drama e ambiguidade à ideia de um musical necessariamente otimista.
6. “A Pequena Loja dos Horrores” (1986)
Uma planta oferece ao funcionário de uma floricultura a promessa de mudar de vida, cobrando um preço cada vez maior. A comédia de terror dirigida por Frank Oz transforma desejo de sucesso em ameaça. Humor sombrio e efeitos práticos fazem parte do convite.
7. “A Bela e a Fera” (1991)
A animação da Disney usa as músicas para apresentar desejos, organizar conflitos e acompanhar a mudança das relações. Belle canta sobre a vida que deseja; Gaston transforma a própria vaidade em espetáculo. As músicas apresentam perspectivas que irão colidir ao longo da história.
8. “Chicago” (2002)
Duas mulheres acusadas de assassinato disputam atenção pública. Os números surgem ligados à imaginação de Roxie e ao universo do espetáculo, convertendo justiça e fama em uma máquina de entretenimento. A montagem do filme ajuda a entender como o cinema pode reinventar uma estrutura teatral.
9. “Moulin Rouge!” (2001)
Um escritor se apaixona pela estrela de um cabaré parisiense. Baz Luhrmann usa músicas conhecidas em combinações que sustentam um romance de grande intensidade visual. O reconhecimento de um refrão faz parte da brincadeira, mas a canção pode assumir um sentido diferente quando passa a pertencer aos amantes.
10. “Dreamgirls” (2006)
A ascensão de um grupo vocal traz disputas sobre protagonismo, imagem e controle da carreira. Os números alternam apresentações e conflitos pessoais. O grupo é ficcional, mas seus conflitos expõem a tensão entre talento, negócios e a imagem que se decide vender ao público.
11. “Hairspray” (2007)
Uma adolescente quer dançar na televisão e encontra um programa atravessado pela segregação racial. A comédia musical combina o desejo de aparecer com a disputa por quem pode ocupar aquele espaço. A versão de 2007 adapta o musical teatral, que havia partido do filme de John Waters, de 1988.
12. “La La Land” (2016)
Uma atriz e um pianista se aproximam enquanto tentam construir suas carreiras em Los Angeles. O filme usa canto, dança e fantasia para acompanhar projetos que nem sempre caminham na mesma direção. A fantasia permite imaginar futuros possíveis para o casal, enquanto as decisões profissionais alteram o caminho que ele consegue seguir.
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