Quem é Liniker, a cantora que abre a despedida de Caju com estádio lotado
Para 48 mil pessoas e com ingressos esgotados, Liniker abriu em 11 de julho de 2026 a turnê Bye Bye Caju no Nubank Parque, o estádio paulistano antes batizado de Allianz Parque. Foi a primeira vez que a cantora de Araraquara, hoje com 31 anos, assumiu o posto de atração principal em um estádio, como registrou a Billboard Brasil, e a noite marcou também a celebração de seus dez anos de carreira. A série de despedida do álbum Caju segue agora para o Rio de Janeiro, com show em 22 de agosto na Farmasi Arena, e passa por Belém e Salvador até novembro.
"É uma honra fazer música no Brasil. Eu me vejo em vocês, eu sonho, eu choro, eu sou humano, sou cantora, sou filha, sou amiga, sou mãe de cachorras, sou filha do vento. Eparrey", disse a artista durante a apresentação, em registro do site Poltrona Vip.
O tamanho do palco dá a medida da mudança de patamar. Em pouco mais de dez anos, Liniker foi dos vídeos que apresentaram sua banda à internet aos três prêmios da edição de 2025 do Grammy Latino, com uma cadeira de imortal no currículo.
Como Liniker começou na música?
Liniker de Barros Ferreira Campos nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo, em 3 de julho de 1995, numa família de músicos. O nome homenageia o inglês Gary Lineker, artilheiro da Copa do Mundo de 1986. Criada pela mãe ao lado do irmão mais novo, cresceu ouvindo samba, samba-rock e soul, mas demorou a soltar a voz em público: a timidez só cedeu depois que ela começou a fazer teatro, na adolescência. Em 2014, ingressou na Escola Livre de Teatro de Santo André, e foi da cena que veio a segurança para cantar.
A banda Liniker e os Caramelows nasceu em 2015, apresentada ao público pelo EP Cru e pelo single "Zero". Os vídeos do grupo somaram milhões de visualizações em pouco tempo. O primeiro álbum, Remonta (2016), gravado com financiamento coletivo dos fãs na plataforma Catarse, chamou a atenção da imprensa estrangeira. Goela Abaixo (2019) fechou o ciclo da banda, que anunciou a separação no início de 2020, em entrevista à Rolling Stone Brasil, para que cada integrante seguisse projetos próprios.
Da carreira solo ao Grammy Latino
O primeiro álbum solo, Indigo Borboleta Anil (2021), com participações de Milton Nascimento e Tássia Reis, mudou a escala do reconhecimento. Em novembro de 2022, Liniker venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e se tornou a primeira artista transgênero brasileira a conquistar um Grammy Latino, como registrou o g1.
No mesmo período, a atriz ganhou espaço. Liniker protagonizou a série Manhãs de Setembro, do Prime Video, no papel de Cassandra, e a segunda temporada venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor série de ficção, cerimônia que gerou controvérsia pela falta de convites ao elenco, caso noticiado pelo FOYER.
Em 2023, Liniker assumiu a cadeira 51 da Academia Brasileira de Cultura, vaga desde a morte de Elza Soares, e se tornou a primeira artista trans a integrar a confraria. A Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura, chegou em maio de 2025.
Por que Caju mudou o tamanho da carreira?
Lançado em 19 de agosto de 2024 pela Breu Entertainment, Caju foi produzido por Liniker ao lado de Fejuca e Gustavo Ruiz e somou seis milhões de streams no Spotify nas primeiras 24 horas. O disco levou o Prêmio Multishow de Álbum do Ano e rendeu à cantora sete indicações ao Grammy Latino de 2025, incluindo as três categorias principais: Álbum do Ano, Canção do Ano e Gravação do Ano. Foi a artista brasileira mais indicada daquela edição. Liniker saiu da cerimônia com três prêmios: Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa, por "Caju", e Melhor Canção em Língua Portuguesa, por "Veludo Marrom".
"Naquela época dos primeiros shows, em São Paulo, eu não tava preparada para pisar em uma arena. No meu processo interno eu precisava de segurança", afirmou a cantora na nota de anúncio da turnê, divulgada em dezembro de 2025 e reproduzida pelo site Tenho Mais Discos Que Amigos!.
O que é a turnê Bye Bye Caju?
Realizada pela 30e e pela Breu Entertainment, a turnê encerra o ciclo do álbum em quatro capitais. No palco, Liniker comanda 25 músicos, divididos entre bateria, guitarra, teclas, baixo, percussão, naipe de sopros, coro e um conjunto de cordas, além do Balé Caju Negro, formado por dez bailarinos. O roteiro se organiza em quatro atos, da abertura com "Tudo" ao desfecho com "Charme", e a estreia paulistana teve participação de Priscila Senna na faixa "Pote de Ouro".
A despedida veio acompanhada de material inédito. Em 2 de julho, dias antes do show de São Paulo, Liniker lançou o single "Melhor Notícia", produzido por ela em parceria com Fejuca e Nave e descrito pela Billboard Brasil como a abertura de caminho para novas experiências sonoras. Antes dele, "Charme" já havia ganhado versão de estúdio depois de conquistar o público no Tiny Desk Brasil.
Serviço | Turnê Bye Bye Caju
Rio de Janeiro: 22 de agosto de 2026, Farmasi Arena
Belém: 19 de setembro de 2026, Espaço Náutico Marine
Salvador: 7 de novembro de 2026, Arena Fonte Nova
Ingressos: à venda na plataforma Eventim
Perguntas rápidas
Quem é Liniker? Cantora, compositora e atriz nascida em Araraquara (SP) em 1995. Liderou a banda Liniker e os Caramelows entre 2015 e 2020, seguiu em carreira solo e se tornou a primeira artista trans brasileira a vencer o Grammy Latino, em 2022.
O que é a turnê Bye Bye Caju? A série de shows que encerra o ciclo do álbum Caju em estádios e arenas de quatro capitais: São Paulo (11 de julho de 2026), Rio de Janeiro (22 de agosto), Belém (19 de setembro) e Salvador (7 de novembro).
Quantos prêmios Liniker ganhou com Caju? O álbum de 2024 rendeu três Grammy Latinos em 2025, incluindo Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, além do Prêmio Multishow de Álbum do Ano.
Onde ver Liniker em 2026? Nos próximos shows da turnê Bye Bye Caju, no Rio de Janeiro, em Belém e em Salvador, com ingressos vendidos pela plataforma Eventim.


