Jogada de Risco é o recorde de 7 dias do Globoplay em ficção original, sem número

Jogada de Risco é o recorde de 7 dias do Globoplay em ficção original, sem número
Foto: Renan Katayama/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O Globoplay tem um recorde novo, e não diz de quanto. Jogada de Risco, idealizada e protagonizada por Cauã Reymond, é a obra original de ficção de maior alcance da plataforma nos sete primeiros dias depois da estreia. Quem publicou foi a coluna Play, do jornal O Globo, em 3 de agosto. No mesmo período, a série ficou à frente de todas as lançadas pelo serviço nos últimos cinco anos, originais e licenciadas.

Falta o número. A plataforma não divulgou quantas pessoas assistiram nem quantas contas abriram a série. O recorde existe, o dado não.

Alcance, aqui, quer dizer usuários que assistiram na primeira semana de disponibilidade. O TV Pop escreveu “maior alcance”. A Pipoca Moderna escreveu “maior público”. Os dois reproduzem a mesma coluna e definem o indicador do mesmo jeito. É tudo o que se sabe do método.

Sem número absoluto, universo declarado e metodologia aberta, um recorde de streaming é uma afirmação que ninguém de fora confere. É a diferença entre a bilheteria de cinema, onde o preço médio do ingresso é dado público da Ancine, e a assinatura, onde a régua pertence a quem vende.

Por que se fala da série

A estreia foi em 23 de julho, com dois episódios, e o Globoplay solta dois por semana às quintas-feiras. São oito no total. Nesta quinta, 6 de agosto, entram o quinto e o sexto. Os dois últimos saem em 13 de agosto.

Reymond faz Maurício, ex-jogador que tenta se reconstruir como agente de atletas. A trama o joga no meio das apostas esportivas e da manipulação de resultados, e passa por prostituição, drogas e escândalos de bastidor. Antes da estreia, ele resumiu o projeto numa frase que os dois portais reproduzem.

“O proibidão do futebol”, definiu Reymond, ao descrever o que a série mostra dos bastidores do esporte: sexo, festas, noitadas e doping.

Nos primeiros episódios, uma cena de nudez frontal masculina levou a série às redes sociais. Reymond diz que o burburinho era esperado e que avisou os atores das cenas antes de eles aceitarem gravar.

“Tudo é conversado. Tem que apresentar o projeto da forma como ele vai ser filmado”, afirmou Reymond à Agência O Globo, em entrevista publicada em 2 de agosto.

Ele divide a criação com Thiago Dottori e Sofia Maria. Bruno Safadi e o próprio Reymond dirigem. A produção é dos Estúdios Globo. No elenco estão Letícia Colin, Marcelo Adnet, Juan Paiva, Bruna Griphao, Marcos Frota, Ricardo Teodoro, Cauê Campos, Mariana Sena, Breno Ferreira e Maria Bopp.

Quem fica sem a conta

A conta que sobra é a de quem trabalhou. Sem número público, produtora, elenco e equipe técnica não sabem o tamanho do sucesso que ajudaram a construir. Sentam para negociar a próxima temporada com uma informação a menos que o outro lado da mesa. A plataforma sabe. Quem fez, não.

No Congresso, há outro número em jogo. A lei do streaming parada no Senado prevê uma conta sobre a receita bruta anual das plataformas no Brasil. Esse número elas terão de declarar.

O recorde pode ser verdadeiro. Provavelmente é. Mas até o Globoplay abrir a planilha, ele continua sendo a palavra de quem vende a assinatura.

StreamingPedro Amaral
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