Helga Nemetik canta Fafá de Belém nesta quarta no Blue Note, no ano em que o primeiro disco da paraense completa 50 anos
"Helga canta Fafá" acontece nesta quarta, 28 de outubro, às 20h, no Blue Note São Paulo, com ingressos pela Eventim.
O show revisita o repertório de uma das vozes mais reconhecíveis da música brasileira, que estreou em disco em 1976.
Há cancioneiros que o público brasileiro sabe de cor sem nunca ter comprado o disco. O de Fafá de Belém é um deles, e é esse repertório que Helga Nemetik leva ao palco do Blue Note São Paulo nesta quarta, 28 de outubro, às 20h, no show “Helga canta Fafá”.
A proposta não é imitação. A artista coloca a própria voz a serviço de canções que o público reconhece de imediato, e a aposta do espetáculo está nesse reencontro, entre a interpretação de quem canta agora e a memória afetiva de quem já ouviu essas músicas em outro momento da vida.
O cancioneiro escolhido
Maria de Fátima Palha de Figueiredo nasceu em Belém, no Pará, em 1956, e estreou em disco em 1976, com “Tamba-Tajá”. O álbum completa 50 anos neste ano, o que dá ao show uma coincidência de calendário que o próprio anúncio não menciona.
Dali saiu uma carreira que atravessou décadas e registros muito diferentes. Fafá gravou música romântica, MPB e ritmos do Norte, e emplacou canções que seguem em circulação, de “Filho da Bahia” a “Naquela Mesa”, de Sérgio Bittencourt, uma das interpretações mais associadas a ela, passando por sucessos como “Vermelho” e “Chama Acesa”.
É um repertório construído sobre intensidade, entrega e despedida, o que explica por que ele resiste tão bem a releituras: são canções escritas para serem cantadas sem economia.
A voz que entrou na história política do país
A trajetória de Fafá tem ainda um capítulo que extrapola a música. Em 1984, durante a campanha das Diretas Já, ela se tornou uma das figuras mais associadas aos comícios, cantando para multidões em praça pública e virando símbolo do movimento que pedia eleições diretas para presidente.
Essa dimensão não costuma aparecer em show de repertório, mas ajuda a entender o tamanho da artista que está sendo revisitada. A ligação dela com o Pará e com o Círio de Nazaré, em Belém, compõe o mesmo retrato: uma cantora cuja voz se misturou a acontecimentos coletivos, religiosos e políticos.
O formato da casa pesa no show
O Blue Note São Paulo opera no modelo de clube de jazz, com plateia sentada em mesas e serviço de bar e cozinha durante a apresentação. É um formato que muda a natureza do espetáculo: a plateia fica perto, a voz não se dilui e o repertório pode ser conduzido em tom de conversa, com espaço para o que acontece entre uma música e outra.
Para um show construído sobre canções de forte carga emocional, a escala pequena tende a funcionar a favor.
Serviço
Helga canta Fafá Blue Note São Paulo
Quarta, 28 de outubro de 2026, às 20h Ingressos pela Eventim
Com Helga Nemetik Repertório dedicado às canções de Fafá de Belém
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