7 filmes LGBTQIA+ com finais felizes para colocar na lista

Romances entre homens e entre mulheres que reservam espaço para o encontro, o afeto e a possibilidade de continuar juntos

“Beautiful Thing”, de Hettie Macdonald, está entre os romances com desfechos positivos da seleção.
“Beautiful Thing”, de Hettie Macdonald, está entre os romances com desfechos positivos da seleção. — Crédito: Divulgação/Channel Four International; reprodução BFI

Às vezes, o que se quer de um romance é chegar ao fim sem assistir a mais uma despedida definitiva. O cinema LGBTQIA+ também tem histórias que permitem sair com essa sensação.

Os sete filmes abaixo oferecem desfechos positivos para seus casais. Há conflitos, preconceito e passagens dolorosas em parte deles: final feliz não significa comédia leve do começo ao fim.

O próprio critério da seleção revela um aspecto das histórias. Quem prefere não saber nada sobre o destino dos personagens deve considerar esse aviso antes de continuar.

1. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho — 2014

Leonardo, um adolescente cego, procura mais autonomia enquanto a chegada de Gabriel muda suas relações na escola. A amizade com Giovana também participa dessa descoberta.

Daniel Ribeiro filma o desejo sem reduzir Leonardo à deficiência. A proximidade aparece nos trajetos, nas conversas e no contato físico, até que o protagonista encontra uma maneira própria de tornar seus sentimentos visíveis.

É um romance de formação em que a conquista amorosa caminha junto com o direito de decidir sobre a própria vida.

2. Beautiful Thing — 1996

Jamie e Ste vivem num conjunto habitacional de Londres. A aproximação entre os dois atravessa dificuldades familiares, insegurança e a descoberta de um desejo que ainda não sabem como apresentar ao mundo.

Adaptado da peça de Jonathan Harvey, o filme encontra calor na vizinhança, na música e na convivência. A dureza de algumas situações não impede que seus protagonistas possam imaginar uma vida para além delas.

3. De Repente, Califórnia — 2007

Zach divide seu tempo entre trabalho, responsabilidades familiares, desenho e surfe. O encontro com Shaun abre uma possibilidade que ele tem dificuldade de incorporar à rotina.

O interesse está no modo como o romance se relaciona com decisões práticas. Desejo, criação artística e cuidado com a família disputam espaço, sem que amar precise significar abandonar todo o resto.

4. Maurice — 1987

Na Inglaterra do início do século XX, Maurice tenta compreender e viver sua sexualidade num ambiente que a reprime.

James Ivory adapta o romance de E. M. Forster com James Wilby, Hugh Grant e Rupert Graves. As diferenças de classe interferem nas escolhas dos personagens, e a respeitabilidade social cobra seu preço.

Não se trata de uma época subitamente transformada num lugar acolhedor. A possibilidade de felicidade nasce de uma decisão tomada apesar da ordem ao redor.

5. Nunca Fui Santa — 1999

Enviada a um programa que promete modificar sua orientação sexual, uma adolescente encontra justamente ali a possibilidade de se apaixonar por outra garota.

Jamie Babbit usa cores artificiais, cenários ostensivamente construídos e humor para expor a lógica repressiva do lugar. A violência da tentativa de “correção” é abordada pela sátira, sem que o filme aceite sua premissa como legítima.

6. Saving Face — 2004

Uma médica sino-americana em Nova York precisa lidar com o próprio romance e com as expectativas de sua comunidade. A vida da mãe acrescenta outra camada ao conflito entre desejo e aparência social.

Dirigido por Alice Wu, o filme permite que mulheres de gerações diferentes enfrentem os limites impostos ao afeto. O humor vem das negociações familiares, mas a história preserva o peso de assumir escolhas diante dos outros.

7. Vermelho, Branco e Sangue Azul — 2023

O filho da presidente dos Estados Unidos e um príncipe britânico passam da rivalidade à intimidade. A posição pública dos dois transforma o relacionamento numa questão que ultrapassa o casal.

A adaptação do livro de Casey McQuiston assume a fantasia romântica: encontros secretos, exposição e grandes gestos fazem parte do pacote. Taylor Zakhar Perez e Nicholas Galitzine interpretam Alex e Henry.

É a escolha para quem procura uma comédia romântica de escala maior, com política e realeza a serviço da história de amor.

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