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Quem é Laila Garin, a atriz que vive Édith Piaf em musical no Teatro Bradesco

Quem é Laila Garin, a atriz que vive Édith Piaf em musical no Teatro Bradesco
Foto: Divulgação

Em 7 de agosto, Laila Garin entra no palco do Teatro Bradesco, em São Paulo, para viver Édith Piaf em PIAF, Eu Não Me Arrependo, musical inédito com dramaturgia de Newton Moreno e Alessandro Toller, direção de Sergio Módena e produção da Aventura. A temporada paulistana vai até 30 de agosto. Depois o espetáculo segue para o Rio de Janeiro, com apresentações no Teatro Riachuelo entre 10 de outubro e 1º de novembro, segundo a página de venda da Ingresso.com.

A escalação tem lógica. Desde 2013, a baiana de 48 anos vem emendando papéis de cantora em cena, e já tinha interpretado Elis Regina antes de chegar a Piaf.

De Salvador aos palcos do Sudeste

Laila Miranda Garin nasceu em Salvador, em 17 de fevereiro de 1978, filha de pai francês e mãe baiana. Formou-se em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia. A formação tinha começado bem antes: teatro aos 11 anos, canto lírico aos 13 e, aos 15, um grupo amador da Casa Via Magia.

Os primeiros créditos profissionais são dos anos 1990: A Casa de Eros (1996), Medeia (1997), Roberto Zucco (1998), Lábaro Estrelado (1999). Em 2002 entrou no elenco de Grease, o Musical, em São Paulo, como Marty. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2009, quando estrelou Eu te amo mesmo assim, com supervisão de João Falcão. Também de Falcão veio outro musical que a aproximou do repertório popular brasileiro, Gonzagão, a Lenda, em 2012.

O papel que mudou a escala

Em 2013 veio Elis, A Musical, biografia cênica de Elis Regina dirigida por Dennis Carvalho. Em 2014, o papel lhe rendeu cinco prêmios: o Shell, o APCA, o Cesgranrio, o Bibi Ferreira e o Reverência, os que sua agência lista na biografia oficial. O espetáculo voltou aos palcos paulistanos dez anos depois, em edição comemorativa que estreou em 2023.

Entre uma temporada e outra de Elis, veio uma fila de personagens. Foi Selminha em O Beijo no Asfalto, O Musical (2015), Joana em Gota d'Água a seco] (2016 e 2017), a partir do texto de [Chico Buarque, e Helena em 2 Filhos de Francisco, O Musical (2017 e 2018). De 2020 a 2022 protagonizou A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa, montagem a partir de Clarice Lispector com direção de André Paes Leme e canções originais de Chico César. A trilha virou disco, gravado por ela e pelo compositor. Em 2023 apareceu na comédia da Broadway Alguma Coisa Podre, como Bea.

Na televisão, fez Maria José em Babilônia (2015), Ana Laura em Rock Story (2016 e 2017) e, principalmente, a antagonista Marcela na série 3%, da Netflix. Depois vieram Dom, em 2021, Fim, em 2023, e Maria e o Cangaço, em 2025. No cinema, esteve em Deserto Particular, de Aly Muritiba, e em Vitória.

Ela já tinha cantado Piaf antes

Em 2019, no segundo episódio da minissérie Hebe, produzida pelos Estúdios Globo, Laila Garin já havia aparecido como a cantora francesa.

Agora o papel vem em outra escala. Em entrevista ao jornal O Globo, reproduzida pelo Jornal Correio, a atriz pôs o foco na independência da personagem:

"Uma artista e uma mulher que escolheu fazer o que quis sem se dobrar às convenções. Não se casou, não teve filhos e comandou a própria carreira. Também era livre sexualmente", disse Laila Garin ao jornal O Globo.

O musical vai da infância pobre de Édith Piaf em Paris à consagração internacional. No caminho estão a descoberta nas ruas de Pigalle por Louis Leplée, o envolvimento com a resistência francesa durante a Segunda Guerra e os acidentes e problemas de saúde dos últimos anos. Em cena, Laila canta La Vie en Rose, Hymne à l'Amour, Padam, Padam, Milord e Non, Je Ne Regrette Rien, acompanhada por orquestra sob direção musical de Claudia Elizeu. Luísa Vianna faz a alternante do papel-título, e o elenco inclui Claudio Lins como Jean Cocteau, Bruna Pazinato como Marlene Dietrich e Patrick Amstalden como o boxeador Marcel Cerdan.

A produção é da Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, a mesma casa que assinou Elis, A Musical. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros via Lei Federal de Incentivo à Cultura, desenho de financiamento comum entre as montagens de grande porte no Brasil.

"Contar a história de Piaf em um musical é falar sobre vencer o destino que nos é imposto, mas celebrar a força feminina, a solidariedade e a vida inspiradora de uma mulher que superou todos os desafios e que jamais se arrependeu de suas escolhas", afirma Aniela Jordan, diretora artística da Aventura, em release da produção.

Um ano cheio

Em 2026 Laila Garin também está em As Centenárias, de Newton Moreno, que ganhou versão musical em São Paulo ao lado de Juliana Linhares, com direção de Luiz Carlos Vasconcelos e canções inéditas de Chico César. A montagem recebeu três indicações no primeiro período do 37º Prêmio Shell de Teatro, anunciado em julho: melhor atriz para Juliana Linhares, música para Chico César e figurino para Kika Lopes e Heloisa Stockler. Segundo o material de divulgação de PIAF, a atriz completa 30 anos de carreira em 2026.

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Serviço

PIAF, Eu Não Me Arrependo

Temporada em São Paulo: 7 a 30 de agosto de 2026, no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping São Paulo, Rua Palestra Itália, 500, Perdizes)

Horários: quintas e sextas, às 20h; sábados, às 16h e 20h; domingos, às 15h

Ingressos: 1º lote de R$ 50 a R$ 300

Classificação: 12 anos

Temporada no Rio de Janeiro: 10 de outubro a 1º de novembro de 2026, no Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38, Centro)

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