“La La Land” no palco ganha Mandy Moore, coreógrafa do filme e da turnê Eras

Mary Zophres e o 59 Studio também entram na equipe de Bartlett Sher, Pasek e Paul e Justin Hurwitz; Marc Platt e a Lionsgate produzem o musical, que segue sem teatro e sem data

O número de abertura de “La La Land” (2016), na autoestrada de Los Angeles, coreografado por Mandy Moore: ela volta ao título na versão de palco.
O número de abertura de “La La Land” (2016), na autoestrada de Los Angeles, coreografado por Mandy Moore: ela volta ao título na versão de palco. — Foto: Reprodução / Lionsgate

A versão de palco de La La Land ganhou, em 14 de outubro de 2026, três nomes: a coreógrafa Mandy Moore e a figurinista Mary Zophres, que fizeram o mesmo trabalho no longa de 2016, e o 59 Studio na cenografia, com Edward Pierce como colaborador de design. A notícia é da Playbill. O musical é produzido por Marc Platt, produtor do filme, com a Lionsgate Global Products & Experiences, a divisão de espetáculos e produtos do estúdio. Teatro, data e elenco continuam sem anúncio.

O projeto veio a público em 7 de fevereiro de 2023, pela Variety: Platt e a Lionsgate levariam o filme à Broadway com direção de Bartlett Sher, libreto de Ayad Akhtar e Matthew Decker, música de Justin Hurwitz e letras de Benj Pasek e Justin Paul. “Estou muito feliz de me reunir de novo com a Lionsgate e a equipe incrível por trás de ‘La La Land’”, disse Platt em declaração ao TheWrap. Damien Chazelle, que escreveu e dirigiu o filme, não consta da equipe. Nem em 2023, nem agora.

Pela Lionsgate falou Jenefer Brown, que chefia a divisão de produtos e experiências. “Estamos muito felizes de trabalhar com Marc Platt e esta equipe criativa excepcional para levar ‘La La Land’ ao palco”, disse ela em nota reproduzida pela Playbill.

Quem é quem na equipe

Sher dirigiu no Lincoln Center Theater as remontagens de South Pacific, em 2008, que lhe deu o Tony de direção de musical, e de The King and I, em 2015, e, fora dali, a peça To Kill a Mockingbird, de 2018. Ele soma nove indicações ao Tony. Akhtar, que assina o libreto com Decker, levou o Pulitzer de drama em 2013 por Disgraced.

Na música, a equipe é a de 2016. Hurwitz compôs a trilha do filme e ganhou dois Oscars por ela: trilha original e canção original, esta por “City of Stars”, cuja letra é de Pasek e Paul. No mesmo 2017 a dupla levou o Tony de melhor trilha por Dear Evan Hansen. No filme, como agora no palco, eles escrevem só as letras, caso raro na carreira dos dois.

Moore tem três Emmys de coreografia, segundo a Television Academy. A Playbill inclui a turnê Eras, de Taylor Swift, entre os créditos dela. Com Sher, ela fez The Amazing Adventures of Kavalier & Clay na Metropolitan Opera, já com o 59 Studio, e prepara Dolly, o musical sobre Dolly Parton com que ela estreia na Broadway.

O filme custou US$ 30 milhões e rendeu US$ 540,9 milhões nas bilheterias do mundo, somando os relançamentos, segundo o Box Office Mojo em outubro de 2026. No Oscar de fevereiro de 2017, levou seis estatuetas de 14 indicações: direção para Chazelle, atriz para Emma Stone, trilha, canção, fotografia e desenho de produção. E perdeu melhor filme para Moonlight depois que Warren Beatty e Faye Dunaway leram o envelope errado.

A conta que a Lionsgate está fazendo

O orçamento do filme, US$ 30 milhões, virou o preço de um musical novo na Broadway. A capitalização média de um musical inédito chegou a US$ 20 milhões, segundo análise do Broadway World de dezembro de 2025. A temporada 2026-27 passa disso. Dolly, de Sher e Moore, está capitalizado em US$ 30 milhões, de acordo com o Broadway Journal em agosto de 2026, e o número inclui a temporada de teste fora de Nova York, etapa que a produção de “La La Land” ainda não disse se terá.

Um musical desse porte costuma gastar mais de US$ 1 milhão por semana, pelo mesmo Broadway Journal. E recuperar o investimento é exceção. Apenas um título dos últimos cinco anos devolveu uma capitalização acima de US$ 20 milhões, MJ, segundo o Broadway World. Com esses números na mesa, um estúdio decide o que tira do catálogo.

Na Lionsgate, essas decisões passam por Brown: em outubro de 2024, a divisão dela fechou com a britânica Path Entertainment Group a nova versão de Dirty Dancing, que depois de turnê pela América do Norte chega à Broadway em fevereiro de 2027. “Dirty Dancing continua a ser um dos títulos mais duradouros e impactantes do catálogo da Lionsgate”, disse Brown no comunicado da Path.

O filme voltou aos cinemas do Brasil em 20 de agosto de 2026, pela Paris Filmes, nos dez anos do lançamento, segundo o Omelete. Também há musical de filme a caminho por aqui, sem passar por Nova York: O Diabo Veste Prada estreia em 25 de fevereiro de 2027 no Teatro Santander, em São Paulo, com Claudia Raia como Miranda Priestly, e marcou audições para maio de 2026, segundo o Meio & Mensagem. A régua de custo daqui é outra: o musical mais caro já montado no Brasil, O Fantasma da Ópera de 2018, custou R$ 45,3 milhões, como o FOYER mostrou ao perguntar quanto custa montar um musical no Brasil.

O primeiro teste de Sher e Moore na Broadway já tem dia. As prévias de Dolly, musical de US$ 30 milhões, começam em 7 de dezembro de 2026, antes de qualquer cartaz de “La La Land”.

Teatro MusicalPedro Amaral
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