StreamingFoyer

"Glee" vai virar nova série no Disney+ e no Hulu, e Lea Michele deve retomar Rachel Berry

Onze anos depois do fim da série da Fox, Ryan Murphy escreveu o roteiro com Brad Falchuk e Ian Brennan, o mesmo trio da criação original.

”Glee” vai virar nova série no Disney+ e no Hulu, e Lea Michele deve retomar Rachel Berry
Foto: Divulgação

A Variety apurou que Lea Michele está encaminhada para voltar ao papel, mas nem a atriz nem a Disney confirmaram.

Disney+ e Hulu encomendaram uma nova série de “Glee”, produzida pela 20th Television. A confirmação saiu na quarta, 21 de outubro. O roteiro é de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan, os três criadores da série exibida pela Fox entre 2009 e 2015.

No mesmo dia, a Variety publicou que Lea Michele deve retomar Rachel Berry, com base em fontes ligadas à produção. Uma delas afirmou que a atriz “está dentro”, e outra ponderou que o projeto ainda está no começo. A participação não foi anunciada oficialmente nem pela atriz nem pela Disney.

Elenco, sinopse, número de episódios e previsão de estreia seguem sem divulgação. Também não se sabe se a nova série vai acompanhar personagens da versão original, uma nova turma de alunos ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Quem pode voltar

Murphy contou ao Entertainment Tonight, em setembro, que conversou com cerca de dez integrantes do elenco original e que todos reagiram com entusiasmo. Em julho, em entrevista à People, ele já havia observado que a série voltou a circular e que muitos espectadores jovens passaram a assistir.

Pouco depois do anúncio, Heather Morris, a Brittany, publicou no Instagram uma foto antiga da personagem com a legenda “e de volta para mais”. O post foi lido como sinal de retorno, e também não tem confirmação oficial.

Duas ausências que o projeto não resolve

Qualquer reencontro do elenco original parte de duas perdas. Cory Monteith, que interpretava Finn, morreu em 2013, e Naya Rivera, a Santana, em 2020. Chris Colfer, o Kurt, já falou publicamente sobre a dificuldade de um retorno sem eles.

É uma questão dramatúrgica, e não apenas sentimental. A série original encerrou a história de Finn com um episódio dedicado a ele, e o lugar que Santana ocupava na trama nunca foi redistribuído. Voltar a Lima, Ohio, obriga a decidir o que fazer com esses espaços.

A série que apresentou o teatro musical a uma geração

Ambientada no clube de coral de um colégio em Lima, “Glee” misturou sucessos pop e canções da Broadway em um momento em que o teatro musical quase não aparecia no horário nobre da TV aberta americana. Para boa parte do público, foi o primeiro contato com títulos como “Funny Girl”, “Wicked” e “Rent”.

O efeito comercial acompanhou. Segundo a Forbes, as gravações do elenco colocaram 207 canções na parada Billboard Hot 100 e venderam 36 milhões de álbuns.

A série também abasteceu o palco. Darren Criss, o Blaine, venceu o Tony em 2025 por “Maybe Happy Ending”. Lea Michele, que já havia estreado na Broadway ainda criança, protagonizou a remontagem de “Funny Girl” entre 2022 e 2023 e voltou a Nova York em 2025, em “Chess”.

O cenário de 2026 não é o de 2009

O desafio da nova versão é encontrar função em um ambiente que mudou. Hoje, trechos de musicais viralizam no TikTok, álbuns de elenco são ouvidos no streaming e o público jovem chega à Broadway por caminhos que não passam mais pela televisão aberta. A série original entrou no catálogo de Disney+ e Hulu nos Estados Unidos em 2022, e é justamente esse público que Murphy diz ter redescoberto “Glee”.

Serviço

Glee, nova série
Disney+ e Hulu. Produção da 20th Television
Roteiro: Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan
Elenco, sinopse, número de episódios e data de estreia sem anúncio
Série original exibida pela Fox entre 2009 e 2015, disponível no Disney+

StreamingIsabel Branquinha
Adicionar o FOYER como fonte preferida no Google

Quem marca passa a ver as nossas matérias em destaque nas Principais Notícias do Google.

Gostou desta leitura? A revista do FOYER sai toda quinta, às 7h, para assinantes. Aberta a todos só na sexta. De graça.

Leia também

Sobre o mesmo assunto

Mais lidas

na última semana
  1. “Hollywood Arts”, derivada de “Brilhante Victória”, estreia na Netflix e divide a crítica
  2. Em cartaz há 25 anos no mundo, "Naked Boys Singing!" volta a São Paulo em novembro
  3. Netflix transforma caso de Lizzie Borden em romance lésbico na nova temporada de “Monstro”
  4. Mostra de SP na 50ª edição: série de Salles, sessão grátis e quem paga a conta
  5. A peça foi escrita para um ator com Alzheimer interpretar um ator com Alzheimer