“Djavan, O Musical: Vidas pra Contar” reestreia em São Paulo no Teatro Claro Mais SP
Djavan, O Musical: Vidas pra Contar reestreou em São Paulo no dia 24 de julho e segue em cartaz até 30 de agosto no Teatro Claro Mais SP, no Shopping Vila Olímpia.
É a segunda temporada paulistana do espetáculo, idealizado por Gustavo Nunes, com direção artística de João Fonseca, texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França e Raphael Elias no papel do compositor alagoano. As sessões vão de quinta a domingo e os ingressos custam de R$ 50 a R$ 280, com meia-entrada a partir de R$ 25.
A montagem estreou em 5 de junho de 2025 no Teatro Multiplan, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Desde então cumpriu duas temporadas cariocas, uma paulistana em 2025 e uma turnê que passou por Curitiba, Fortaleza, Maceió, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Recife e João Pessoa.
A produção é da Turbilhão de Ideias, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Vida e Previdência, com apoio da Caixa Seguridade.
A obra do compositor como eixo da narrativa
Com cerca de duas horas de duração, a peça não segue cronologia rígida. A dramaturgia parte da obra musical de Djavan e organiza, a partir das canções, episódios da infância em Maceió, encontros profissionais e decisões pessoais do artista. Estão no repertório "Oceano", "Um Amor Puro", "Meu Bem Querer", "Correnteza" e "Luanda", ao lado de faixas menos frequentadas pelo público.
A direção musical é de João Viana, filho do homenageado, ao lado de Fernando Nunes. A coreografia e a direção de movimento são de Marcia Rubin; a iluminação, de Daniela Sanchez; a cenografia, de André Cortez; os figurinos, de Karen Brusttolin. Jules Vandystadt assina arranjos e preparação vocal, João Paulo Pereira responde pelo design de som e Sidnei Oliveira, pelo visagismo. Cinco músicos tocam ao vivo.
Uma figura organiza a camada simbólica do espetáculo: Elegbara, entidade afro-brasileira que atravessa a peça, segundo a página oficial do teatro. Na descrição da Rolling Stone Brasil, o personagem funciona como fio condutor e dá ao público uma conexão com o lado místico e religioso do biografado. A atriz Eline Porto, que interpreta Aparecida, disse à mesma publicação que esse aspecto espiritual é pouco conhecido.
O elenco mudou nesta temporada
Raphael Elias, mineiro de Divinópolis, foi escolhido entre mais de 250 candidatos e interpreta Djavan em diferentes fases da vida. O papel tem sistema de alternância e Eduardo Lousada assume o personagem em todas as sessões de sábado, às 16h, ao longo de toda a temporada.
Em volta, o elenco se desdobra em vários papéis. Marcela Rodrigues vive Dona Virgínia, mãe do compositor; Ester Freitas é Djanira, sua irmã; Douglas Neto interpreta o irmão mais velho, Djacir; Eline Porto faz Aparecida, primeira esposa e mãe de seus três filhos. Aline Deluna é Maria Bethânia, Gab Lara vive Chico Buarque, Tom Karabachian faz Caetano Veloso e Alexandre Mitre assume Elegbara.
Duas atrizes entram agora: Millena Mêndonça, como Alcione, e Lígia Bié, como Gal Costa. Nas temporadas anteriores, Elegbara era de Milton Filho, indicado ao Prêmio APTR de Melhor Ator Coadjuvante. Elias e Milton Filho estiveram no Programa do Foyer em setembro de 2025, durante a primeira passagem por São Paulo.
Como o musical foi construído
Em coletiva de imprensa, Gustavo Nunes explicou o método da produtora, que faz audições abertas e evita escalar nomes conhecidos para atrair bilheteria.
"Produzir um musical do zero leva, em média, dois anos. É um processo de formiguinha, desde convencer o artista homenageado, que nem sempre acredita que o teatro musical é a linguagem ideal, até conseguir patrocínio, montar a equipe criativa e realizar audições abertas", disse o produtor.
O protagonista quase ficou de fora do processo seletivo. Elias contou, na mesma coletiva, que perdeu o prazo e só foi chamado depois, por um vídeo.
"Perdi a data da inscrição. Por insegurança mesmo, achava que não iam escolher alguém que nunca fez teatro musical", afirmou o ator.
João Fonseca resumiu na ocasião a dificuldade da escalação, que exigia presença cênica, voz e violão na mesma pessoa.
"Fazer o Djavan é muito difícil", comentou o diretor à Rolling Stone Brasil. "Pela sofisticação da obra, pela exigência vocal, musical e interpretativa. O Raphael foi um achado."
Marcela Rodrigues relatou a construção de Dona Virgínia, personagem sem qualquer registro visual público, feita a partir de relatos de quem conviveu com ela.
"Eu sou a única do elenco que não tem referência do meu personagem. Não tem foto, vídeo, nada", contou a atriz.
Prêmios e o aval do biografado
A montagem venceu o Prêmio Arcanjo de Cultura na categoria Teatro Musical Brasileiro. Recebeu ainda indicações ao Prêmio Shell de Teatro, em Cenografia; ao Prêmio APTR, em Melhor Produção em Teatro Musical e Melhor Ator Coadjuvante; e ao Prêmio Destaque Imprensa Digital, em Direção Musical e Revelação, esta última para Raphael Elias.
O espetáculo tem autorização e colaboração do próprio Djavan, que liberou o uso da obra e concedeu entrevistas à equipe criativa, conforme a produção informou na mesma coletiva. A volta a São Paulo coincide com o ano em que o compositor completa 50 anos de carreira.
Serviço
Djavan, O Musical: Vidas pra Contar
Local: Teatro Claro Mais SP, Shopping Vila Olímpia, 5º piso. Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo (SP)
Temporada: 24 de julho a 30 de agosto de 2026
Sessões: quinta e sexta, às 20h; sábado, às 16h e às 20h; domingo, às 18h. Nem todas as sessões de quinta estão à venda: confira o calendário na bilheteria oficial
Duração: 2 horas
Classificação: 12 anos
Ingressos: Balcão, R$ 50; Balcão Nobre, R$ 180; Plateia, R$ 250; Plateia VIP, R$ 280. Meia-entrada a partir de R$ 25, com parcelamento em até 6 vezes, pela Uhuu e na bilheteria do teatro
Bilheteria do teatro: de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h


