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Com Myra Ruiz e Fabi Bang, "Wicked" faz temporada carioca na Cidade das Artes

Com Myra Ruiz e Fabi Bang, ”Wicked” faz temporada carioca na Cidade das Artes
Foto: Divulgação

Os fãs cariocas esperaram uma década. O momento chegou. Depois de três temporadas de destaque em São Paulo, Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz desembarcou pela primeira vez no Rio de Janeiro: desde 15 de julho, a superprodução ocupa a sala Bibi Ferreira da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, em temporada especial, com Myra Ruiz no papel de Elphaba e Fabi Bang como Glinda.

O tamanho do fenômeno explica a expectativa. Desde a estreia brasileira, em 2016, o musical já foi assistido por mais de um milhão de pessoas no país e se consolidou como uma das produções mais grandiosas já montadas nos palcos nacionais, um marco na era dos megamusicais brasileiros: elenco numeroso, orquestra e cenografia de padrão internacional, tudo cantado em português. A vinda ao Rio atende a um pedido antigo do público carioca, que até agora precisava viajar a São Paulo para ver o espetáculo.

O outro lado de Oz

Inspirado no best-seller de Gregory Maguire, Wicked conta os acontecimentos que antecedem a chegada de Dorothy à Terra de Oz. No centro da trama está a amizade improvável entre Elphaba, a jovem de pele verde que o mundo transformará na Bruxa Má do Oeste, e Glinda, a futura Bruxa Boa. As duas se conhecem na universidade, se detestam à primeira vista e acabam unidas por caminhos que nenhuma delas escolheu inteiramente. Enquanto isso, Oz, governada por um Mágico que esconde bem mais do que aparenta, decide quem entra para a história como heroína e quem vira vilã.

Essa camada (o preconceito contra quem nasce diferente, a propaganda que fabrica monstros, a lealdade posta à prova) explica por que a história atravessa gerações. E quem chega agora, trazido pelo cinema, não precisa de lição de casa: a trama do palco se entende sozinha e ganha, ao vivo, uma força que a tela não alcança.

Na Broadway, onde estreou em 2003 com músicas e letras de Stephen Schwartz, o título está há mais de duas décadas em cartaz e figura entre os maiores sucessos da história do teatro musical, com produções montadas em dezenas de países. A recente adaptação para o cinema, em duas partes, renovou o interesse de uma nova geração pela história das bruxas de Oz. Números como “Defying Gravity”, o voo que fecha o primeiro ato, viraram fenômeno também fora do teatro.

A dupla que virou sinônimo do título no Brasil

Myra Ruiz e Fabi Bang, duas das maiores estrelas do teatro musical brasileiro, voltam a dar vida às protagonistas que as consagraram diante do público nacional desde a primeira temporada brasileira. Ao longo de quase dez anos e três temporadas paulistanas, a química da dupla virou patrimônio da montagem: são delas os duetos que se tornaram marca registrada do espetáculo, da rivalidade cômica dos tempos de universidade à despedida emocionada de “For Good”, que costuma levar a plateia às lágrimas.

Para o público carioca, é a primeira chance de ver esse encontro sem atravessar a ponte aérea. E em uma temporada anunciada como especial, ou seja, com prazo para acabar.

Voos, ilusionismo e projeções inéditas

Além da força da história, a montagem brasileira chama atenção pelo aparato tecnológico. São efeitos de ilusionismo, projeções criadas especialmente para o espetáculo e sistemas inéditos de voo, recursos que transportam o público do covil da feiticeira à Cidade das Esmeraldas.

A sala escolhida também tem simbolismo: a principal sala de espetáculos da Cidade das Artes leva o nome de Bibi Ferreira, dama do teatro musical brasileiro. Maior centro cultural da Barra da Tijuca, o complexo da Av. das Américas se firma, com a chegada da superprodução, como endereço dos grandes musicais no Rio.

Um aviso prático para quem ficou tentado: por se tratar de temporada especial, e pela procura histórica do título, a recomendação é garantir o ingresso com antecedência e chegar cedo nos dias de sessão dupla, aos sábados e domingos.

Serviço

Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz

Onde: Cidade das Artes, sala Bibi Ferreira. Av. das Américas, 5.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Quando: em cartaz desde 15 de julho de 2026, em temporada especial; quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 15h e às 19h; domingos às 14h e às 18h30

Quanto: de R$ 50 a R$ 400, conforme o setor

Vendas: plataforma Sympla e bilheteria física da Cidade das Artes

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