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Teatro Foyer

Histórias Lindas de Morrer estreia no Teatro Vivo com adaptação da obra de Ana Claudia Quintana Arantes

Histórias Lindas de Morrer estreia no Teatro Vivo com adaptação da obra de Ana Claudia Quintana Arantes
Imagem: João Caldas

Com Letícia Cannavale e Tita Couto, espetáculo inspirado em relatos reais sobre cuidados paliativos propõe um encontro sensível com amor, luto, finitude e celebração da vida

O livro Histórias Lindas de Morrer, da médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes, ganha adaptação inédita para o teatro. O espetáculo estreia no Teatro Vivo, em São Paulo, no dia 2 de julho de 2026, onde permanece em cartaz até 1º de outubro, com sessões às quartas e quintas-feiras, às 20h.

Idealizada por Letícia Cannavale e Fernando Nitsch, que também assina a direção, a montagem parte dos relatos reais reunidos pela autora a partir de sua experiência com pacientes em fim de vida. A dramaturgia é de Claudia Barral e Marcos Barbosa, com produção da Brancalyone.

Em cena, Letícia Cannavale interpreta a médica durante uma palestra sobre cuidados paliativos. À medida que o encontro com o público avança, a personagem é atravessada por lembranças de histórias que marcaram sua trajetória. Ao lado dela, Tita Couto integra a encenação, que propõe uma experiência íntima e poética sobre finitude, luto, afeto e sentido de vida.

A adaptação teatral amplia o alcance de uma obra que já chegou a mais de um milhão de leitores. Conhecida por tratar a morte de maneira direta, sensível e humanizada, Ana Claudia Quintana Arantes se consolidou como uma das principais vozes brasileiras na reflexão sobre cuidados paliativos e na desconstrução do tabu em torno do fim da vida.

No palco, Histórias Lindas de Morrer não se apresenta como uma narrativa sobre a morte, mas como um convite à vida. A partir de relatos de pacientes, a peça investiga o que permanece essencial quando o tempo se torna mais evidente: os vínculos, os afetos, as escolhas e a possibilidade de ressignificar dores, perdas e despedidas.

A montagem busca equilibrar profundidade reflexiva, delicadeza e momentos de humor. Cada história surge como uma espécie de espelho para o público, provocando uma reflexão sobre a forma como cada pessoa lida com seus próprios lutos, memórias e relações.

A encenação também aposta em uma linguagem visual que transita entre o intimista e o tecnológico. O espaço cênico se transforma conforme as histórias se desdobram, criando diferentes atmosferas para acompanhar a dimensão emocional dos relatos. A ficha técnica reúne nomes como Marcio Macena na cenografia, Marcela Donato nos figurinos, Wagner Pinto na iluminação, Dan Maia na trilha sonora e André Grynwask e Pri Argoud, da Um Cafofo, no videomapping.

A montagem conta com copatrocínio da Libbs Farmacêutica, que associa o apoio ao espetáculo a iniciativas de cultura, cuidado e bem-estar. Para Samanta Greghi, diretora de Comunicação e Experiência de Marca da Libbs, a cultura pode contribuir para ampliar diálogos sobre vida, cuidado e relações humanas.

Como médica responsável pelo Hospice, unidade de cuidados paliativos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Ana Claudia Quintana Arantes construiu sua trajetória a partir da escuta de pessoas em seus últimos capítulos de vida. A peça se inspira justamente nessa escuta para criar uma experiência teatral sobre empatia, compaixão e presença.

Mais do que uma homenagem à carreira da autora, Histórias Lindas de Morrer propõe ao público uma nova relação com a finitude. Ao transformar relatos reais em cena, o espetáculo convida a olhar para o tempo, o amor e a morte como partes de uma mesma experiência humana.

Serviço

Histórias Lindas de Morrer

A partir da obra de: Ana Claudia Quintana Arantes

Idealização: Fernando Nitsch e Letícia Cannavale

Direção: Fernando Nitsch

Dramaturgia: Claudia Barral e Marcos Barbosa

Elenco: Letícia Cannavale e Tita Couto

Temporada: de 2 de julho a 1º de outubro de 2026

Dias e horários: quartas e quintas-feiras, às 20h

Local: Teatro Vivo

Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro – São Paulo/SP

Ingressos:R$ 90,00 inteira | R$ 45,00 meia-entradaIngresso social: R$ 50,00 inteira | R$ 25,00 meia-entrada

Vendas online: Bileto/Sympla – Teatro Vivo

Bilheteria: funciona apenas nos dias de peça, a partir de 2 horas antes da apresentação

Estacionamento: Self Park, com entrada pela Rua Roque Petroni Jr., 1464 – Vila Cordeiro. Valor de R$ 30,00, preço único. O estacionamento abre duas horas antes da sessão, com tolerância de até 30 minutos após o fim do espetáculo.

Capacidade: 274 lugares

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 80 minutos

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

TeatroIsabel Branquinha

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