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Teatro Foyer

“A mulher como campo de batalha” de Matéi Visniec estreia no Sesc Belenzinho

“A mulher como campo de batalha” de Matéi Visniec estreia no Sesc Belenzinho
Imagem: Gabriel Góes

Colocando em pauta a violência sobre a mulher, e o uso do estupro como arma de guerra, o espetáculo do autor romeno Matéi Visniec propõe uma reflexão através da interpretação de Carla Kinzo e Rita Gullo.

A peça marca o encontro entre Dorra, que sofreu abuso sexual por cinco homens durante a guerra da Bósnia, e Kate, uma terapeuta norte-americana que tenta ajudar a primeira mulher. Ao longo dos diálogos, a relação entre terapeuta e paciente vai sendo invertida e o público acompanha a transformação das duas.

Com a direção de Rodrigo Spina a encenação aposta em um cenário minimalista concebido por Carmela Rocha, composto por uma cadeira, uma câmera transmitindo ao vivo em um telão ao fundo as reações do olhar de Dorra, e uma redoma que sobe e desce, onde são projetadas imagens de um plano mais onírico e das memórias de Dorra – concebidas pela cineasta Vera Egito e o artista Kvpa.

“Quando ainda estávamos fazendo as primeiras leituras da peça, percebi que o destaque maior da encenação está na atuação das duas atrizes, na relação construída das personagens, em seus silêncios, suas reações. Durante as leituras do texto, o olhar da Rita, que interpreta a mulher que sofreu os abusos sexuais, sempre estava atordoado, inerte e eu tive a ideia de revelar e dar um grande zoom nesse não-olhar misterioso e cheio de dor. Por isso, apostamos nesse olho gigante que sempre mostra a reação às provocações da terapeuta, transmitido ao vivo. Como a Dorra está de costas para o público e a Kate chega quase como uma voz apenas, brincamos também com essa situação da terapia no divã”, comenta o diretor.

A mulher como campo de batalha” entra em cartaz no dia 13 de outubro, e fica até o dia 12 de novembro, sextas e sábados às 21h30 e domingos às 18h30 no teatro do Sesc Belenzinho. Os ingressos estão disponíveis pelo site da instituição, ou na bilheteria do teatro.

TeatroIsabel Branquinha

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